24 junho 2016





Fruit flies and nematode worms have long been the workhorse of biology, for they share many genes with humans and can be bred with ease. In fact, the double helix shows that each of those laboratory stalwarts is less like us than was once assumed as for reasons quite unknown both have, on the long road from the Pre-Cambrian, lost even more inherited information than we ourselves have. As a result, each is left with a unique and diminished identity of its own and corals have more distinctly human genes than either of them.
The big step forward made by humans or flies compared to polyps is that we have an anus: every one of us, however eminent, is a tenametre tube through which food flows, for most of the time, in one direction. Hydra and its kin are in contrast mere sacs, obliged to suck in sustenance and throw out waste from a single hole.
Corals - Steve Jones

13 junho 2016



Mushroom Coral, Red (Actinodiscus) link

Deutsch fala por experiência própria também, conforme me escreveu numa carta recente:
A minha consciência de que tinha ouvido absoluto e de que isto era pouco habitual veio sob a forma de uma grande surpresa quando descobri, aos 4 anos, que as outras pessoas tinham dificuldade em nomear notas fora de contexto. Ainda me lembro bem do meu choque ao descobrir que quando eu tocava uma nota no piano, os outros tinham de ver que tecla estava a ser carregada para a poderem nomear. [. . .] Para lhe dar uma ideia de quão estranha a falta de ouvido absoluto parece para quem a tem, imagine nomear cores como analogia. Suponha que mostrava a alguém um objecto vermelho e lhe pedia que nomeasse a cor. Agora suponha que ele respondia, «Eu consigo reconhecer a cor, e consigo distingui-la de outras cores, mas simplesmente não consigo nomeá-la.» A seguir juntava um objecto azul e nomeava a sua cor, e ele respondia, «OK, como a segunda cor é azul, a primeira deve ser vermelha.»
Musicofilia Oliver Sacks

12 junho 2016





Na minha infância, todas as sapatarias possuíam aparelhos de raios X, fluoroscópios, para que os clientes pudessem ver como é que os ossos dos pés se ajustavam aos sapatos novos. Eu adorava aquelas máquinas, pois era possível agitar os dedos dos pés e ver os muitos ossinhos que os compõem a mexerem-se em uníssono, dentro do seu invólucro de carne quase invisível.
O Tio Tungsténio Oliver Sacks


Capela do Senhor da Pedra, Praia de Miramar, Gulpilhares, Vila Nova de Gaia wiki

As dimensões do Império Inca surpreenderam pelas barreiras à locomoção e à comunicação. Os vales e montes sul-americanos desdobram-se desde as montanhas até ao oceano, cortando as rotas no sentido norte-su1; e esses obstáculos naturais eram agravados pela ausência da roda (todos os transportes eram feitos por lamas ou homens) e o malogro no desenvolvimento da navegação costeira. O segredo residia nas comunicações asseguradas por corredores e carregadores [ chasques ]. Ao longo dos itinerários do Império havia, separados por 1,5 légua espanhola (aproximadamente 9 km) uns dos outros, pares de pequenas pousadas [tambos], uma de cada lado da estrada, para dar guarida aos estafetas. Cada um desses corredores olhava apenas numa direcção, esperando levar até ao tambo seguinte as mensagens e fardos que poderiam chegar a qualquer momento. Os estafetas eram treinados desde tenra idade para realizar esse trabalho e, correndo dia e noite sem parar, conseguiam percorrer uma média de 50 léguas diárias (cerca de 300 km). O cronista Bemabé Cobo diz-nos que de Lima a Cuzco, umas 140 léguas (840km) de mau caminho, levavam três dias". Cerca de um século depois, a mala postal espanhola, puxada por um cavalo, levava de 12 a 13 dias**. No século xviii, o serviço de diligências entre Nova Iorque e Boston, mais de 300 km de terreno plano, gastava uma semana.
** Esses corredores, é evidente, contavam com mais do que os seus próprios humores orgânicos; a folha de coca estava presente para estimular e incutir um vigor artificial. Na verdade, era comum medirem-se as tarefas pelo montante de coca requerida (cocadas).
A Riqueza e a Pobreza das Nações, David S. Landes


Ponte de Arrábida, Porto wiki

In his book, Born to Be Good, Keltner even says that if he had to choose his mate by asking a single question at a speed-dating event, the question he would choose is: “What was your last embarrassing experience?” Then he would watch very carefully for lip-presses, blushing, and averted eyes. “The elements of the embarrassment are fleeting statements the individual makes about his or her respect for the judgment of others,” he writes. “Embarrassment reveals how much the individual cares about the rules that bind us to one another.”
Susan Cain Quiet




The little sandy-haired woman had flung herself forward over the back of the chair in front of her. With a tremulous murmur that sounded like ‘My Saviour!’ she extended her arms towards the screen. Then she buried her face in her hands. It was apparent that she was uttering a prayer. At this moment the entire group of people broke into a deep, slow, rhythmical chant of ‘B-B! . . . B-B! . . . B-B!’ over and over again, very slowly, with a long pause between the first ‘B’ and the second - a heavy, murmurous sound, somehow curiously savage, in the background of which one seemed to hear the stamp of naked feet and the throbbing of tom-toms. For perhaps as much as thirty seconds they kept it up. It was a refrain that was often heard in moments of overwhelming emotion. Partly it was a sort of hymn to the wisdom and majesty of Big Brother, but still more it was an act of self-hypnosis, a deliberate drowning of consciousness by means of rhythmic noise.
1984 Nineteen Eighty-Four George Orwell

07 junho 2016



Pernilongo, Ria de Aveiro wiki

Em 1978, Richard Dawkins e Jonh Krebs salientaram que os animais utilizavam a comunicação principalmente para se manipularem uns aos outros, em vez de transferirem informação. Uma ave canta durante muito tempo e eloquentemente para convencer uma fêmea a acasalar com ela ou um rival a manter-se afastado do seu território. Se estivesse apenas a transmitir informação, não tinha necessidade de tornar a canção tão elaborada. Dawkins e Krebs disseram que a comunicação dos animais é mais semelhante à publicidade humana do que aos horários das companhias de aviação. Até mesmo a comunicação mais mutuamente benéfica, como aquela entre uma mãe e uma cria, é mera manipulação, como sabe qualquer mãe que tenha acordado durante a noite com os sons desesperados de um bebé que apenas quer companhia.
A Rainha de Copas Matt Ridley

04 junho 2016



Xávega, Praia Areão, Vagos wiki

“Even a ghetto [he quoted a Pastor as saying], after it has remained a ghetto for a period of time builds up its social structure and this makes for more stability, more leadership, more agencies for helping the solution of public problems.”
But when slum clearance enters an area [Salisbury went on] , it does not merely rip out slatternly houses. It uproots the people. It tears out the churches. It destroys the local business man. It sends the neighbourhood lawyer to new offices downtown and it mangles the tight skein of community friendships and group relationships beyond repair.
It drives the old-timers from their broken-down flats or modest homes and forces them to find new and alien quarters. And it pours into a neighbourhood hundreds and thousands of new aces...
Jane Jacobs The death and life of great American cities

14 fevereiro 2016



Fontana di Trevi, Roma wiki

Se o homem começou a seleccionar parceiras que pareciam jovens, então qualquer gene que atrasasse o desenvolvimento das características adultas numa mulher torná-la-ia mais atraente numa dada idade do que uma rival. Consequentemente, ela deixaria mais descendentes, que herdariam o mesmo gene. Qualquer gene de neotenia daria a aparência de juventude. Por outras palavras, a neotenia podia ser a consequência da selecção sexual e, uma vez que se atribui à neotenia o aumento da nossa inteligência (ao aumentar o tamanho do cérebro na idade adulta), é à selecção sexual que devemos atribuir a nossa grande inteligência.
A Rainha de Copas Matt Ridley

13 fevereiro 2016

Ponte Sisto, Roma wiki

Carrier colocou uma nova questão: “Os quadrúpedes podem correr mais depressa em distâncias curtas, mas quem ganha em distâncias longas?” Determinou que numa caçada muito longa um bípede (ou seja, o Homo) consegue correr mais do que um antílope. Uma das razões é que quando as patas dianteiras de um quadrúpede tocam o solo, o impacto propaga-se pelas patas acima e comprime o tórax, tendendo a forçar o ar a sair dos pulmões. Por isso o animal deve sincronizar o passo da corrida com a respiração um fôlego por cada ciclo locomotor.
Por outro lado, um humano bípede tem mais liberdade para variar a sua passada. “Eles podiam ter perseguido livremente as presas a qualquer velocidade, de acordo com o seu limite aeróbico. Podiam pois ter escolhido a velocidade menos económica para um tipo particular de presa. Isto teria forçado a presa a correr de forma ineficiente, acelerando a sua eventual fadiga”. Contudo, o próprio Carrier reconheceu explicitamente que não era possível utilizar o cenário do corredor de fundo para explicar a emergência do bipedismo nos antepassados de Lucy.
A Hipótese do Símio Aquático - Elaine Morgan

10 fevereiro 2016

Vaticano

...quien altera de manera constante los sentimientos normales tomando narcóticos o grandes cantidades de alcohol. Los mapas de la vida resultantes son sistemáticamente falsos, y siempre informan de manera equivocada al cerebro y a la mente acerca del estado real del cuerpo. Se podría pensar que esta distorsión puede suponer una ventaja. ¿Qué mal hay en sentirse bien y ser feliz? Bueno, pues parece que realmente es muy perjudicial si el bienestar y la felicidad se hallan, de manera sustancial y crónica, en contradicción con lo que el cuerpo informaría en condiciones normales al cerebro. En efecto, en las circunstancias de la adicción, los procesos de decisión fracasan estrepitosamente, y los adictos toman cada vez menos decisiones ventajosas para ellos y para los que tienen cerca. La expresión "miopía del futuro" describe de forma adecuada esta situación comprometida. Si no se le pone remedio, conduce invariablemente a una pérdida de la independencia social.
En busca de Spinoza - António Damásio

04 fevereiro 2016

Roma

En un interesante experimento realizado por Robert Miller y Marc Hauser, unos monos evitaban tirar de una cadena que les habría proporcionado comida si al hacerlo también provocaban que otro mono recibiera una descarga eléctrica. Algunos no comían durante horas, e incluso días. Resulta curioso que los animales que actuaban de forma más altruista fueran los que conocían al objetivo potencial de la descarga. Lo que ocurría era que la compasión funcionaba mejor con los familiares que con los extraños. También los animales que con anterioridad habían recibido una descarga tenían más probabilidades de actuar de forma altruista. Los seres no humanos pueden ciertamente cooperar, o dejar de hacerlo, en el seno de su grupo.
En busca de Spinoza - António Damásio

03 fevereiro 2016

Galeria de Bustos, Vaticano, Roma

Quantos africanos terão sido levados para o Novo Mundo? As estimativas cresceram com o passar dos anos como um modo de agravar o crime, mas não é exagero falar de uns 10 milhões no decorrer de três séculos. [...] A chamada passagem média era uma navegação transoceânica em que os cativos eram atirados para os imundos porões onde se amontoavam os vómitos, o muco, os excrementos diarreicos, era uma viagem homicida. No entanto, o traficante receava permitir que a sua carga deixasse os fétidos porões e subisse ao convés - porque podiam pular no mar. Perder um escravo em cada sete era considerado normal; um em cada três ou quatro, excessivo, mas perdoável.
Cada dia de navegação custava vidas - nenhum navio negreiro singrava o oceano sem uma escolta de tubarões. Assim, os traficantes preferiam desembarcar e vender de imediato a sua carga nas ilhas orientais - quanto mais cedo melhor -, e recebiam uma bonificação nas Grandes Antilhas. Os navios negreiros anunciavam-se a muitas milhas de distância a favor do vento pelo seu fedor, que nunca desaparecia, mesmo depois de os escravos terem sido descarregados, até mesmo depois de o navio deixar de fazer o tráfico.
A Riqueza e a Pobreza das Nações, David S. Landes
Galleria delle carte geografiche, Vaticano, Roma wiki

Quando contei a história de Chumley [...] O gorila, como acontece tantas vezes com os macacos grandes, já não tinha idade nem tamanho para andar ao colo e tornara-se profundamente solitário. Quando era novo, mexiam-lhe e acarinhavam-no, brincavam e lutavam com ele, abraçavam-no e davam-lhe palmadinhas, e de repente todo aquele agradável contacto físico tinha desaparecido. Ele tinha crescido tanto que começava a ser arriscado, por isso ele ficava para ali sentado, solitário e desanimado, desejoso de um pouco de intimidade social. Mas isso nunca acontecia. As pessoas eram muito simpáticas através das grades, mas ninguém se aproximava verdadeiramente dele.
Já ao fim de uma tarde de Verão, o grande gorila viu partir os últimos visitantes e depois, um após outro, todos os empregados do Jardim Zoológico. Por fim tudo ficou sossegado. Não havia qualquer movimento. Mas de repente ouviu-se o som distante de um passo leve. Era uma tratadora que o gorila conhecia e de quem gostava muito --- a última a sair naquele dia. Quando passou em frente da jaula do animal, ela gritou-lhe uma saudação de despedida e, ao olhá-lo de lado, ficou horrorizada por ver o enorme corpo do animal estranhamente contorcido e, ao que parecia, preso num arame saliente. Correndo para a traseira da casa do macaco, abriu a porta de serviço e desceu o corredor escuro. Ao chegar à jaula do gorila, viu que teria de abrir a porta para ver claramente o sítio onde ele parecia estar preso à rede. O peito ergueu-se-lhe graciosamente quando respirou fundo para arranjar coragem para dar a volta à chave, mas ela gostava tanto do animal que não podia suportar a ideia de um pedaço de arame lhe cortar a carne e estava disposta a fazer o que fosse preciso para acabar rapidamente com o seu sofrimento. Se pudesse ver bem de perto o que estava a acontecer, saberia como proceder.
Abriu a porta devagar, pouco a pouco, esforçando-se por ver na penumbra do fim do dia. Com grande espanto seu, a jaula parecia estar vazia. O sítio onde o gorila dera a ideia de ter ficado preso à rede estava agora vazio também. Já quase às escuras, entrou na jaula para ver como é que o enorme animal tinha conseguido escapar.
Era o momento que o gorila esperava. Desde que fingira ter ficado preso na rede, só desejava uma coisaque a rapariga entrasse na jaula para o salvar, não para ter a possibilidade de lhe fazer mal, mas poder abraça-la e ter a companhia dela, evitando assim mais uma longa noite solitária. Isto pode parecer demasiadamente inteligente para o cérebro de um macaco, mas provavelmente, quando era mais novo, o tratador acorrera à jaula dele para o salvar de um embaraço semelhante e ele conseguira armazenar a recordação desse momento dentro da sua cabeça cabeluda. Agora o truque voltava a resultar e aqui estava a porta da jaula & abrir-se lentamente à sua frente. Escondido atrás da porta, para onde se passara rapidamente logo que ouvira a chave na fechadura, viu a raparíga entrar na jaula. Depois, numa precipitação cheia de alegria, avançou e rodeou-lhe o corpo assustado com os seus longos braços. Todo o restante pessoal do Jardim Zoológico já saíra. Ao cair da noite, ela era o único ser humano que ali se encontrava. O gorila, satisfeito, agarrava-se a ela como se a sua vida dependesse disso. Logo que percebeu que as intenções dele eram amigáveis, passou-lhe o medo. A porta estava entreaberta e as chaves estavam na fechadura. Se conseguisse lá chegar, talvez conseguisse passar-se para o corredor e fechar a porta atrás dela. Mas cada vez que fazia o mais ligeiro movimento para se libertar, ele apertava-a com mais força de encontro ao peito. A única coisa a fazer era esperar que ele adormecesse, por isso fingiu que estava com sono e fechou os olhos.
Assim que ouviu que a respiração dele mudara, começou novamente a deslizar devagar para fora dos seus braços, dirigindo-se pouco a pouco para o lado da porta. Mas de repente ele voltou a acordar e agarrou-a. No meio da confusão, enquanto se debatia, a porta foi empurrada por acidente, fechando-se automaticamente à chave. A força da pancada fez cair o molho de chaves da fechadura e ela ouviu-as bater do lado de fora no chão do corredor. Agora não havia mais nada a fazer senão deixar-se estar quieta nos enormes braços peludos do gorila e esperar pela manhã, pela chegada do pessoal do Jardim Zoológico para a ir libertar. A noite pareceu-lhe comprida.
Desmond Morris O tempo dos animais
Isola Tiberina, Pons Cestius, Pons Fabricius, Roma wiki

The dark-haired girl behind Winston had begun crying out ‘Swine! Swine! Swinel’, and suddenly she picked up a heavy Newspeak dictionary and flung it at the screen. It struck Goldstein’s nose and bounced off: the voice continued inexorably. In a lucid moment Winston found that he was shouting with the others and kicking his heel violently against the rung of his chair. The horrible thing about the Two Minutes Hate was not that one was obliged to act a part, but that it was impossible to avoid joining in. Within thirty seconds any pretence was always unnecessary. A hideous ecstasy of fear and vindictiveness, a desire to kill, to torture, to smash faces in with a sledge-hammer, seemed to flow through the whole group of people like an electric current, turning one even against one’s will into a grimacing, screaming lunatic. And yet the rage that one felt was an abstract, undirected emotion which could be switched from one object to another
1984 Nineteen Eighty-Four George Orwell

Monumento Nazionale a Vittorio Emanuele II, Roma wiki

A social worker frequently at the project was astonished by how often the subject of the lawn came up, usually gratuitously as far as she could see, and how much the tenants despised it and urged that it be done away with. When she asked why, the usual answer was, "What good is it?" or "Who wants it?" Finally one day a tenant more articulate than the others made this pronouncement: "Nobody cared what we wanted when they built this place. They threw our houses down and pushed us here and pushed our friends somewhere else. We don't even have a place around here to get a cup of coffee or a newspaper even, or borrow fifty cents. Nobody cared what we need. But the big men come and look at that grass and say, `Isn't it wonderful! Now the poor have everything!' ".
Jane Jacobs The death and life of great American cities
Trajan's Column, Roma wiki

Como consequência, a Europa recebeu uma das suas mais profundas cicatrizes políticas, com partes delas ainda visíveis do espaço no auge da guerra fria. Florestas viçosas começaram a surgir nas áreas fronteiriças entre os estados inimigos, moldando o que é chamado hoje em dia de cinturão verde europeu. Vários animais, alguns dos quais pertencendo a espécies ameaçadas, encontram refúgio nesses oásis .
Yanko Tsvetkov FFMS Ter opinião XXI 2016

31 janeiro 2016



Nas suas memórias, Stephan Zweig recorda a dimensão dos direitos dos cidadãos livres. "Antes de 1914, a Terra era de todos. Cada um ia para onde queria e ficava o tempo que quisesse. Não havia autorizações, permissões e divirto-me sempre ao ver o espanto dos mais jovens quando lhes conto que, antes de 1914, andei pela Índia e pela América sem passaporte e sem nunca sequer ter visto um passaporte. "
António José Teixeira. FFMS Ter opinião XXI 2016
Forum de Trajano, Roma wiki

Quando escrevi o macaco nu, por fins de 1960, e fiz uma observação demorada e cuidadosa da espécie humana,... fui obrigado a chegar à conclusão de que o homem é uma espécie que acasala. A verdade é que o casal representa sempre um estado vulnerável e há poucas diferenças básicas entre o que se passa com duas aves ou dois seres humanos Em ambos os casos, a função do casal é essencialmente a mesma - combinação de esforços para que os filhos se criem. E não há no reino animal qualquer outra espécie para quem o papel dos pais seja mais difícil do que a nossa própria espécie
Desmond Morris O tempo dos animais
Templo Saturno, Templo Antoninus Faustina, Roman Forum wiki

While the rules of teenage dating and the exigencies of the marriage market are compelling explanations in themselves, other powerful forces play their part in making girls and women into the enforcers of female virtue. Among them, none is more significant than the phenomenon among individuals in any powerless group. It's this that helps to explain the behaviour of the black police in South Africa, of the colonial Indians who adopted English manners and mores, of the Jewish police in the nazi death camps, and the girls and women of whom I have been speaking. By identifying with the powerful, the disempowered achieve a measure of safety, at least for a moment. By doing the bidding of those in power, they become a necessary part of the system, useful so long they serve to contain the stirring and strivings of the oppressed. By making the rules and values of their oppressor their own, they separate themselves from the rest of the group and, temporarily at least, assuage the pain of their stigmatized status.
Lillian B. Rubin Erotic wars